ISSN 2178-4094

EDIÇÃO N. 1, 2011

• Apresentação

• Expediente

Corpo Editorial

• Versão completa da Revista n.1, 2010

• Artigos

• FABIÃO PRETO COURÁ: Sociabilidades e Identidades em Mariana, século XVIII
Fernanda Aparecida Domingos Pinheiro
PALAVRAS-CHAVE: Identidades. Procedência africana. Sociabilidade. Irmandade do Rosário.
RESUMO: Entre os confrades reunidos na Irmandade de N. S. do Rosário de um próspero núcleo urbano das Minas Setecentistas, Mariana, – encontrava-se Fabião Fernandes da Silva, destacado líder dessa associação de “homens pretos”. Partindo do reconhecimento de sua importância no interior da Capela Nova do Rosário, debrucei-me sobre a trajetória desse africano escravizado no Brasil. Localizei e examinei diversos documentos espalhados nos arquivos marianenses e, ao final da empreitada, obtive a reconstituição de uma pequena biografia. Através dela observei que o personagem identificou a si mesmo e/ou foi identificado por outros, de diversos modos, em diferentes ocasiões. Diante desta constatação, passo às reflexões sobre os possíveis modos de operacionalidade das diferentes identidades, em vista dos recursos disponíveis para integrar-se à sociedade colonial.


• LAÇOS E ENLACES: A família na África de Amkoullel, o menino fula
Allisson Esdras Fernandes de Oliveira, Eumara Maciel dos Santo
PALAVRAS-CHAVE: Literatura malinesa. Cultura. Família malinesa.
RESUMO: Neste artigo, tem-se como objetivo traçar uma linha de estudo sobre o grande valor dos laços da família malinesa a partir dos relatos autobiográficos de Amkoullel, o menino fula, de Amadou Hampâté Bâ atentando para a perspectiva antropológica do conceito de família. Para os fula, o parentesco envolvia muito mais que a consanguinidade, eram elos construídos no manifestar dos relacionamentos, nas coletividades, envolvendo uma conotação mais alargada, haja vista que a família é o elemento base da estabilidade de sociedades do Mali. Confrontaram-se as narrativas de Bâ (2003) com os pressupostos teóricos que versam sobre os conceitos de família: as idéias de Foucault (1991), Hoebel e Frost (2006), Minuchin (1990), Mioto (1997), Skynner (1976) entre outros.

• MULHERES RURAIS E LUTAS SOCIAIS NO BRASIL E NA ÁFRICA DO SUL
Viviane de Oliveira Barbosa
PALAVRAS-CHAVE: Mulheres rurais. Lutas Sociais. Maranhão/Kwazulu-Natal.
RESUMO: Este artigo aborda experiências de mulheres rurais no Brasil e na África do Sul, especificamente no estado do Maranhão e na província de KwaZulu-Natal. O texto trata das condições históricas e sociais que possibilitaram a constituição do Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), no Maranhão, e do Rural Women’s Movement (RWM), em KwaZulu-Natal. Esses movimentos constituem organizações de mulheres das áreas rurais na luta por políticas públicas para a melhoria de suas condições sociais. Nesse sentido, discorre-se sobre questões agrárias, modelos e mecanismos de exclusão e de organização social, e relações de gênero envolvendo mulheres rurais brasileiras e sul-africanas.

• O QUE SE QUER COM A DIFERENÇA? Reflexões sobre Educação Escolar Indígena específica, diferenciada e intercultural: o caso Kiriri
José Valdir Jesus de Santana
PALAVRAS-CHAVE: Educação escolar indígena. Interculturalidade. Identidade cultural. Povo indígena Kiriri.
RESUMO: As reflexões que aqui apresentamos foram construídas a partir do “olhar etnográfico” desenvolvido durante a realização da pesquisa de mestrado no contexto do povo indígena Kiriri, entre 2006 e 2007, no Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade, na Universidade do Estado da Bahia. Neste artigo, pontualmente, pretendemos refletir sobre o que se tem denominado de educação escolar indígena, específica e intercultural, a partir das novas demandas que são colocadas pelos povos indígenas na busca por projetos de educação escolar, tanto em nível de Brasil e, neste caso específico, pelo povo indígena Kiriri, localizado no Município de Banzaê, Estado da Bahia.

• ESTUDOS ÉTNICOS: Uma aproximação epistemológica
Antonio Evaldo Almeida Barros
PALAVRAS-CHAVE: Estudos Étnicos. Epistemologia. Alteridade. Diferença.
RESUMO: O presente ensaio aborda alguns problemas teóricos e epistemológicos relacionados aos Estudos Étnicos, particularmente, a relação desses estudos com o debate sobre modernidade, pós-modernidade e descolonização do conhecimento, e as relações entre epistemologia e alteridade.